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Um roteiro real por Laos, no Sudeste Asiático

Por Michelle Manrique | Entre os seis países que ainda se proclamam comunistas no mundo, Laos é o menos conhecido. Parece mesmo estar esquecido entre a famosa Tailândia, os bastante visitados Vietnã e Camboja, a gigante China e o charmoso Myanmar.

Oficialmente, a história do Laos começa com a fundação do reino Lang Xang, que significa “terra dos mil elefantes”. De início, se manteve vassalo do império Khmer (hoje Camboja). Depois passou a integrar o império do Sião (hoje Tailândia).

Em 1893, passou a integrar a indochina francesa, junto com os vizinhos Camboja e Vietnã. Na Segunda Guerra Mundial foi invadido pelos japoneses. Deixou de ser colônia francesa apenas em 1956, já como palco de uma dramática guerra civil que se arrastou por mais de 20 anos, até a vitória da corrente comunista. Ainda se envolveu em conflitos armados com a Tailândia e foi alvo do maior bombardeio da história mundial deflagrado pelos Estados Unidos durante a Guerra da América (é como se chama a Guerra do Vietnã, no Sudeste Asiático).

Imagine, durante nove anos, todo santo dia, a cada oito minutos, vários tipos de bombas atingindo sua terra. Sim, Laos é reconhecido, infelizmente, como o país mais bombardeado da história mundial. Isso se deu durante a guerra acima citada. De acordo com o levantamento reportado pela Folha de S. Paulo, foram cerca de nove toneladas de explosivos para cada habitante.

Calcula-se que em torno de 30% delas não explodiram até hoje. Eu conheci, no norte do país, um senhor que foi vítima de uma UXO (unexploded ordnance). Mas seguindo os conselhos do meu irmão, bom entendedor da história das guerras, nem perto cheguei do extremo norte, região mais atingida. Mas até hoje acidentes com o que sobrou daquela época sombria aterrorizam os moradores. Obama esteve por lá, prometeu ajuda, mas não tive tempo de apurar a quantas anda, já que agora o que um fez o outro desfaz rapidamente, certo?

Resumindo, é uma terra sofrida, carrega as mazelas de centenas de anos de guerras oficiais, não oficiais e outras silenciosas.

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Hoje, a República Democrática Popular do Laos, que há pouco mais de 20 anos começou a atentar-se para o turismo, vem abrindo a economia gradativamente. Por isso, não é decifrado facilmente. A população vem se preparando para receber visitantes, mas, nas ruas, o inglês ainda é pouco dominado para se delongar nos assuntos. Está entre os destinos “queridinhos” dos mochileiros do Sudeste Asiático pelos preços atrativos do turismo de aventura, pelas belezas espetaculares dos rios e das cachoeiras.

A história, o povo intrigante ainda tímido e resguardado, os belos templos budistas (alguns recuperados) parecem ficar em segundo plano. Se você for ao Laos, vai se deparar com muitos mochileiros que buscam adrenalina e diversão sem se atentarem para o que o país tem de melhor, seu povo.

Dados e curiosidades sobre Laos

  • Moeda: kip laociano
  • Fuso horário: UTC+7
  • População: em torno de 7 milhões de habitantes.
  • Economia: ¼ da população vive abaixo da linha da pobreza.
  • Religião: maioria budista.

No extremo norte, a queimada das florestas acontece quase diariamente, por isso tem uma neblina permanente.
Estrangeiros não podem se hospedar em hotéis com laocianas não casadas, ele pode ser preso e ainda ter que pagar multa.

Somos chamados de elefantes brancos por aqui, porque, um dia, já fomos raros.

O partido comunista tentou proibir a saudação com as mãos juntas na altura do nariz, mas, nas cidades menores, a população resistiu e o hábito continuou.

Por que conhecer o Laos

Como ainda é pouco turístico, preserva a identidade cultural que vem se perdendo nos países mais visitados do Sudeste Asiático, como a Tailândia, por exemplo.

É seguro. Você pode caminhar sozinho a qualquer hora e em qualquer lugar desacompanhado sem passar medo.
O povo é respeitador. Dificilmente, você será assediada por um local nas ruas. Os laosianos, como a maioria dos asiáticos, adoram a arte da barganha. Mas como são “mais novos nisso” não são agressivos nem insistem por demais na venda e muito menos, te pegam pelo braço.

Você pode gastar pouco, aprender e se divertir muito!

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Como o regime é comunista, há ainda um certo controle de informação, e isso é desafiador e pra lá de empolgante. Ao visitar a Central de Turismo, os retornos a algumas perguntas referentes a dados econômicos do país costumam ser bem furtivos.

A principal atração do Laos, é, sim, seu povo. O olhar do laociano é tímido e, também, bastante curioso. Eles querem contar histórias, interagir, mas não são todos os turistas que estão disponíveis para isso. Interaja, converse nem que seja por mímica, a doçura do povo laociano vai te contaminar.

Deu vontade? Então pegue seu passaporte e vamos embarcar nessa viagem!

Como chegar ao Laos

Não existe voo direto do Brasil para o Laos. Minha sugestão é voar até Bangcoc, passar uns dias por lá para poder se recuperar o jetlag e depois pegar um voo com as companhias low coast que facilitam a vida dos asiáticos por serem bem acessíveis. Um voo para Luang Prabang pode sair por menos de 70 U$ se reservado com uns 15 dias de antecedência. Em torno de 100 U$, com uma semana. Eu costumo usar o Skyscanner para pesquisar.
Atenção, a bagagem despachada por companhias de baixo custo costuma ser cobrada. Quando for comprar o ticket, informe quantos quilos tem sua mala. Para mochileiros, é permitido o embarque com mala de mão até 7kg.

O táxi do aeroporto até a hospedagem, independentemente de onde seja na cidade, custa 50.000,00 kips (R$ 20), você pode dividir com outros turistas para baratear. Também tem alguns tuk-tuks que saem por 35.000,00 kips (R$ 14), mas nem sempre estão por lá. Se não estiver cansado, espere um pouco na porta do aeroporto, bem pequeno por sinal.

Visto para Laos

Pensou que só os Estados Unidos exigiam visto? Brasileiros precisam de visto para entrar no Laos e podem permanecer 30 dias no país. Basta tirar “on arrival” nos aeroportos de entrada no país. Você precisa levar uma foto 3×4 e 30 U$ (visto) + 1 U$ (taxa de serviço) em dinheiro. Se for de outra nacionalidade, o valor pode mudar. O visto pode ser renovado.

É possível tirar o visto por terra também, se for usar ônibus, não dê bobeira na fronteira. Ouvi alguns relatos de golpezinhos, por exemplo, pagar um pouco mais para conseguir o visto rápido, mas não ouvi absolutamente nada sobre roubo ou destrato. De todo modo, nenhuma fronteira é confiável.

Vacina para entrar em Laos

A maioria dos países asiáticos pede Certificado Internacional de Vacinação (CIV) contra febre amarela (você sabe como obter o seu CIV?) Eu aproveitei a deixa para vacinar-me contra tétano e também contra hepatite A e B. Para conseguir é simples. Em Laos, não me foi solicitada a carteira internacional de vacinação, mas se você vem para o Sudeste Asiático, ainda mais depois do surto de febre amarela no Brasil, não viaje sem. A Anvisa presta um bom trabalho sobre orientações, procure o posto mais próximo e venha protegido.

E para ter mais tranquilidade ainda com relação à sua saúde, considere a contratação de um seguro viagem.

Melhor período para visitar o Laos

Os guias de viagem apontam os meses de março a maio como os mais quentes, a média é de 35 graus. As chuvas começam em maio e vão até outubro. Por isso, o melhor período é de novembro a fevereiro, é mais fresco, com média de 15 graus. De dia esquenta e à noite, esfria.

Laos é seguro?

O país é bastante seguro, você pode caminhar tranquilamente às 5h da manhã para ver a Ronda das Almas, em Luang Prabang. Como também pode sair às 3h da manhã para pegar a trilha do Point View em Nong Khiaw.
Em Vientiane, a capital do Laos, é comum turistas andarem pelas ruas de madrugada sem preocupação alguma.

Vale para qualquer país e para qualquer situação. Somos brasileiros, poxa, diante de tanta artimanha que driblamos diariamente, estamos escolados em pequenos golpes. Particularmente, não fui alvo de nenhum. Mas sempre desconfie de preços muito baixos se comparados aos demais, os serviços podem deixar muito a desejar.

Mulher viajando sozinha em Laos

É super tranquilo! As europeias já ganharam o mundo todo sem medo!

Conheci várias meninas que estão mochilando pelo Sudeste Asiático com apenas 18 anos.

O povo laosiano é respeitador. Dificilmente você será assediada por um local nas ruas. Aliás, os vendedores daqui não são invasivos e não insistem para que você compre. Eles barganham, mas conseguem entender quando você não quer levar e não invadem seu espaço. De acordo com o Lonely Planet, os índices de violências e roubos são baixíssimos. Eu me senti muito segura e à vontade.

Comidas e bebidas laosianas

A comida originalmente laociana é ótima, à base de arroz, coco, frango e carne de porco, com muitos temperos (picantes e outros mais leves) e legumes. Parece um pouco com a comida tailandesa. Somente em Laos é produzido o verdadeiro Sticky Rice, um arroz grudento, mas não mole que some com as mãos. E o Chilli Sauce também é bem original. É imperdível, saudável e vai vem com tudo. É possível encontrar Fried Rice (arroz frito), Pad Thai (macarrão de arroz frito com legumes e frango), Green Curry (molho de curry verde com legumes e frango), entre outros

Como foi colônia francesa, baguetes, crepes, croissants, quiches, macarrons e os mais variados pratos franceses estão por toda parte, exceto no norte, onde a pobreza é mais premente. Os cafés à la parisiense e outros americanizados também são uma atração à parte, já que o ar condicionado nos salva do calor, às vezes, insuportável.

Onde comer em Laos

Luang Prabang

Street food, no mercado noturno. Não deixe de provar o Bowl vegetariano. Sobremesa, a Coconut Pancake. Baguetes e sucos variados das barraquinhas permanentes em frente ao mercado de rua.

Você também pode  tomar um coco verde às margens do Mekong vendo o pôr do sol. Passar a tarde relaxando às margens do Rio Nam, com chá gelado e Bowl de iogurte com frutas no Utopia.

Nong Khiaw

Não me arrisquei em street food. A comida no indiano Chennai Restaurant, é muito boa e barata.

No Coco Home, além de conversar com o casal proprietário, as refeições são ótimas.

Vientiane

Cafés que salvam seu dia e que eu mais gostei. Dá para almoçar e jantar também!

Joma Bakery, o sanduíche de salmão defumado é muito bom!

Common Ground Cafe, o suco refrescante refresca mesmo!

Pricco Cafe, o quiche de cogumelos é saboroso.

Comida vegetariana (só almoço), na casa budista Happy Golden Age, é super barato e uma das melhores que comi.

Pizza, no Pizza Company.

Churrasco brasileiro, no Samba.

Drinks e salada francesa maravilhosa, no ATMO.

Hambúrguer dos bons no Sputnik Burguer.

Comida indiana de primeira no Taj Mahal.

#DicaPI: o café laociano é extremamente forte. É para quem gosta de café quase que comestível. Como você é estrangeiro, eles provavelmente vão te oferecer expresso ou americano, porque o café tradicional deles é bem intenso.

Vale destacar as frutas exóticas: prove o tamarindo salgado, a durian, a jackfruit, o mangosteen e a snakefruit.

O que beber em Laos

  • Lao Lao: eles chamam de uísque, mas para mim é cachaça. É feito artesanalmente nas vilas.
  • Rice Wine: é um lao lao mais leve, lembra um saquê.
  • Beer Lao: é a cerveja local, a qual os bons bebedores adoram e é muito barata!

Internet no Laos

Em todos os estabelecimentos comerciais, o wi-fi está disponível, mas o funcionamento e a velocidade deixam muito a desejar. O ideal é comprar um SIM Card e ir recarregando com o internet card conforme usar.

Os valores não ultrapassam R$ 35. Você, facilmente, encontra nos minimarkets.

Qual idioma falar no Laos

Como o país é muito pobre e foi aberto para o turismo há pouco tempo, são poucos os locais que falam ou arranham a língua inglesa.

Se você não fala inglês de forma fluente, utilize o Google Tradutor. Ele será um grande aliado!

Nos hotéis, hostels, agências de viagens e nos restaurantes mais bem estruturados, os atendentes conseguem se comunicar bem, mas nas ruas, esqueça. É bem difícil! As vendedoras das feiras sabem falar apenas o nome do produto que está vendendo, números e o básico do básico.

Com um cursinho rápido de “imagem e ação”, você se vira fácil. A troca de informações entre os turistas acontece o tempo todo. De todo modo, se você não souber inglês, vai perder de conversar com os monges noviços, de trocar algumas palavras com as pessoas nas ruas e também de bater um papo bem legal com pessoas de todo o mundo!

Dicas de boas maneiras no Laos

Acho que o turista pode se inserir na cultura local, desde que pergunte como deve se portar, se está vestido adequadamente, se não ultrapassar o limite entre turismo e circo/zoológico. As pessoas são pessoas em qualquer parte do mundo, e o sagrado também. Fotos e flashes demais, entrar no meio de cerimônias para garantir a melhor imagens, fotografar sem autorização da pessoa é feio e mal-educado em qualquer lugar

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Guia de bom senso e turismo consciente no Laos

  • Não dê esmola, nem compre o que as crianças timidamente pedem. Isso incentiva a mendicância e vira um problema social.
  • Não faça fotos e imagens de nativos sem pedir autorização antes. Se autorizado, mostre como ficou. Eles amam se ver nas fotos e é gentil de sua parte.
  • Não explore a realidade alheia. Tenha bom senso e não tire fotos de situações ou momentos constrangedores. Por exemplo, em Nong Khiaw, de pessoas tomando banho na calçada porque não têm água encanada em casa.
  • Não fique aos beijos com seu  amor pelas ruas. Assim como em todo Sudeste Asiático (acho, em Laos, é um pouco mais). Em Laos, há uma lei que proíbe o contato íntimo em locais públicos.
  • Tocar a cabeça de um laosiano é uma grande ofensa porque a cabeça é o ponto mais alto do corpo é por onde se liga ao sagrado.
  • Retire os calçados ao entrar em qualquer estabelecimento, hotel, casa e templo.
  • Cubra os ombros e joelhos para entrar nos templos, assim como em qualquer espaço sagrado budista. Não coloque na mala roupas sensuais para não contradizer o modo de vida local. Você é turista, esse país não é seu, e você deve respeitá-lo.
  • Não fume nos templos, não suba nos monumentos e não mostre a sola dos pés para as imagens sagradas de Buddha. Por isso, os budistas sentam-se com os pés voltados para trás.
  • Não circule de biquíni nas cachoeiras e nos rios.
  • Não insista em perguntas que o local disse não ter entendido. Na maioria das vezes, ele não quer responder.
  • Não compre antiguidades de ambulantes, pois, certamente, elas são objeto de ilegalidade.
  • Sorria, eles vão te dar um lindo sorriso de volta!

Como se locomover

Locomoção dentro das cidades

Nas cidades, caminhe! Só assim poderá ver os detalhes da vida cotidiana local. Se cansar, pegue um tuk-tuk. Os valores variam de acordo com as distâncias, mas são mais baratos durante o dia.

É muito fácil, não precisa de Permissão Internacional para Dirigir (PID) e boa parte dos turistas aluga scooter, mas cuidado ao pilotar! Além da mão inglesa, os mochileiros costumam abusar da bebida, você não está em seu país e não conhece as ruas. Eu vi três acidentes em Luang Prabang e um muito grave em Vientiane!

Locomoção entre cidades

De Luang Prabang para Nong Khiaw

De van: uma dezena de agências nas ruas vende ticket de vans, os hotéis e hostels também viabilizam. O valor gira em torno de 70.000,00 kips (R$ 8). Um tuk-tuk pega você no hotel e deixa no terminal rodoviário. E de lá, sai a van.

Se tiver disposição, vá andando até o terminal, o ticket sai por 40.000,00 kips (R$ 15).

São três horas e meia de viagem. A estrada não chega a ser ruim, mas curvilínea. A van faz uma parada em um restaurante local, bem simples. Leve água e guloseimas porque não tem nada que você vai querer comer.

Mas, pelo menos uma vez durante a viagem, em alguma parada da van, vai ter de encarar uma boca de lobo (buraco no chão para fazer as necessidades), ou o fatídico “baldinho”.

De sleep bus: não recomendo, porque se você estiver só, vai ter de dividir a poltrona/cama com um estranho.

De barco: as agência também vendem esse tipo de transporte. Muito me arrependo de não ter feito esse percurso de barco. Deixei para volta sem saber que estava indisponível por causa da construção de uma ponte. Ou seja, só se pode ir de Luang Prabang para Nong Khiaw de barco, e não se pode voltar. (Talvez, quando você for, a obra já esteja concluída!).

Avião: voos em torno de 100 U$. Bem mais rápido e confortável, mas você perde a vista. O voo dura cerca de 40 minutos.

#DicaPI: atenção, como estamos na Ásia, os acentos de ônibus, vans e aviões foram pensados para a estatura dos asiáticos. Passou do 1,70 m de altura, começa a ficar um pouco desconfortável.

De Luang Prabang para Vientiane

De van: estradas cheias de curvas e van lotada, mas vale a pena pela experiência de ver as cidadezinhas e os vilarejos. Duração de 6h para percorrer cerca de 360 km. Valor: R$ 75.

De avião: você pode encurtar distâncias com voos pelas companhias low coast, a passagem cabe no bolso e saem por menos de 100 U$.

De Vientiane para Bangkok

De avião: voo comprado no dia anterior pela Air Asia, 98 U$. O tempo de voo é de 1 hora.

Onde ficar em Laos

Acho a indicação de hotéis e hostels um pouco complicada, porque somos diferentes, temos vida, orçamento de viagem e hábitos distintos, então me sinto mais à vontade para sugerir regiões nas quais se hospedar e também dar uma dica de como “bookar”.

Uso o booking.com para fazer reservas. Sempre busco por hostels ou guesthouses com boa avaliação. Acima de 7,5, é lei. Acima de 8,5 é o mais frequente. O ideal é ler os reviews. Não abro mão de limpeza e de bom ambiente, por isso sempre “booko” uma noite apenas. Se não estiver de meu agrado, mudo de lugar.

Em Luang Prabang

Tente reservar hotel ou hostel na Old City, para ficar perto das atrações turísticas e do mercado noturno.

Em Vientiane

O mais adequado é ficar nas avenidas Setthathirat, Samsenthai e Fa Ngum (ou melhor ainda, ruas nas perpendiculares a elas). É onde se concentram os bares e os principais templos e, assim, você não precisa pegar taxi ou tuk-tuk à noite.

Em Nong Khiaw

Os bangalôs às margens do rio vão te oportunizar uma espetáculo à parte. Todo dia um pôr do sol diferente.

#DicaPI: higiene é sempre uma questão a transpor no norte do Laos. Se viajar com baixo e até médio orçamento, vai estranhar, de início, o banheiro sem descarga no vaso sanitário (alguns lugares você tem que adotar a prática de jogar baldinhos d’água, do mesmo jeito quando falta água na sua casa).

Se você vai fazer uma viagem curta e pode se dar o luxo de se hospedar em hotéis mais caros (comparado aos preços do Brasil, são bem em conta), você não passará pela experiência do “baldinho”.

Não coma carne vermelha no norte do Laos, pois corre o risco de você estar comendo cachorro.

Atrações e o que fazer no Laos

O que visitar em Luang Prabang, no norte

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Museus

Surpreender-se com as multietnias que habitam um país tão pequeno no Tradicional Arts & Ethnology Centre.

No Royal Palace National Museum, ter uma verdadeira aula sobre a família real por meio de objetos e relíquias.

Templos e budismo

Dá para meditar e se encantar pelos templos, já que em Luang Prabang tem mais de 30. Eu sempre gosto dos mais simples, mas você pode encontrar o que te encha mais os olhos clicando aqui.

Também pode se emocionar com a Ronda das Almas. Veja mais aqui!

Natureza

Maravilhar-se com a cachoeira Kuang Si, a mais bonita e movimentada, a 25 km de Luang Prabang. Vá bem cedo para não ter que dividir essa maravilha com muitos turistas. O transporte é de van, a entrada fica em torno de R$ 7, já a hospedagem dá para reservar on-line.

No pôr do sol no Phousi  Hill, você tem a oportunidade de expressar gratidão à vida. Saiba mais!

Guerra

Indignar-se e solidarizar-se com o povo laociano no UXO Visitor Centre.

O que aprender no Laos

Aula de culinária laosiana na Tamarind Cooking School . Oferece cursos que duram praticamente um dia (começa com a ida a um mercado local, com guia que fala inglês e francês, explicação dos principais ingredientes da comida local, depois segue para um galpão grande com bancadas espaçosas para a aula de culinária. São ensinados 6 pratos (um deles é sobremesa). Depois tem o almoço comunitário entre os alunos. O transporte entre os locais é feito por minivan a partir do restaurante da escola na cidade.

Valor: R$ 100,00

Há opções de curso noturno, sem a visita ao mercado local, que fica mais em conta.

Aulas de tecelagem e tingimento de seda e algodão no OCK POP TOP. Trata-se de um mergulho em um empreendimento feito, dirigido e voltado para mulheres. Começou em 2000, com 5 tecelãs, e agora conta com mais de 400 de diversos vilarejos de Laos. Você pode visitar um centro de convivência às margens do Rio Mekong e aprender sobre os projetos comunitários gratuitamente. As aulas de tecelagem e tingimento custam em torno de R$ 25 (meio dia) e chegam a R$ 80 (2 dias).

Outras atividades

Uma série de passeios são oferecidos nas agências de viagem. Passar um dia em um vilarejo, aprender o lide com o arroz, entre outros. Veja o que o Ministério do Turismo de Laos recomenda.

Conhecendo Nong Khiaw

Ficar sem fazer nada na beira do rio, nadando e tomando uma cerveja. Chegando à cidadezinha, basta perguntar pela Swimming Pool. É assim que eles chamam o barzinho na escota do Rio Ou.

Fazer uma massagem ou tomar um banho de ervas escaldante no Sabai Spa. Não tem localizador, mas o lugar é tão pequeno que fica muito fácil de achar.

Ir para Muang Noi (vilarejo onde só ficam turistas, ou seja, é quase uma Europa fora da Europa) de barco e voltar fazendo kaiaking. Passeio oferecido pelas agências locais espalhadas pela cidadezinha.

Morrer ou viver de amores pelo vilarejo Soap Jan. Basta procurar o Mr. Mong, no Nong Khiaw Adventures Tours, e dizer que quer conhecer o vilarejo onde ele nasceu. Se você for, por favor, compre scarfs das mulheres do vilarejo, é a fonte de renda de lá, e não, não regateie. Eles são muito carentes de tudo!

Ver o pôr do sol no View Point, é gratuito, basta caminhar cerca de 1,5 hora. Leve lanterna, água e uma blusinha de frio. É lindo e, se não for dia de queimada na floresta, você consegue ver todo o vilarejo.

Conhecendo Vietiane, a capital do Laos

BUDDHA

Fazer o turismo dos cafés, se você for em uma época muito quente, das 11h às 16h é impossível andar pelas ruas. Então você leva seu bom e companheiro livro para um dos cafés charmosos da cidade e desfruta do ar condicionado.

Relaxar com massagem nos spas. Gostei muito do New Wave Salon!

Conhecer os templos, que são muitos! Meu preferido: Wat Si Saket, o painel de pequenas estátuas de Buddha é fascinante!

Ir até o Buddha Park, que tem uma história muito interessante. Mas, na verdade, fica depois da ponte da amizade, na Tailândia.

Ver o pôr do sol no Rio Mekong.

#DicaPI: desligar o GPS do celular e perder-se, sem medo, pelas ruas. É quando o inusitado acontece e você pode absorver realmente o lugar em que está.

Quanto dinheiro levar para o Laos

Para você passar muito bem, calcule 40 U$ por dia. Se gosta de beber umas a mais, aumente uns 5 U$ diários. Mas com 30 U$, economizando na hospedagem, dá para se virar tranquilamente, já que no extremo norte não tem muito com o que gastar.

Para administrar o dinheiro, gosto muito do Tripcoin, que tem conversor de moedas, gera relatórios por categorias e é muito intuitivo e prático.

Barganha

O Laos é um país muito pobre, figura entre os mais miseráveis do mundo, por isso, mesmo sabendo que eles jogam o preço bem acima do real, barganhe apenas na capital e em Luang Prabang, que são mais estruturados. Os preços dos souvenires caem para ½ do que o vendedor te passou. Não faça isso no extremo Norte, pois eles são muito pobres, as mercadorias têm uma logística mais cara e os habitantes precisam efetivamente desse dinheiro para sobreviver.

Quanto tempo ficar no Laos

Eu gostaria muito de voltar ao Laos para ficar mais um mês, me apaixonei pelo país, pela história e, principalmente, pelo povo. Mas se você tem pouco tempo, sugiro fazer o seguinte roteiro, saindo da Tailândia.

  • Luang Prabang – 3 dias.
  • Extremo Norte – 6 dias.
  • Sul (não visitei) – 5 dias.
  • Vientiane – 2 dias.

Importante, não fique “pulando” de cidade em cidade, porque acaba que você se cansa e nada conhece de verdade.

Agora é sua vez de viver uma experiência de viagem incrível!

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