Salvador – roteiro de final de semana na capital da Bahia!

25-04-17 às 1:52 pm Nenhum comentário

Por Talita Ribeiro

Se você nos acompanha no Stories do Instagram, já sabe que passamos um final de semana lindo em Salvador, a capital da Bahia. E, o melhor, aproveitando as dicas de nossos seguidores, que compartilharam excelentes sugestões!

Infelizmente, não conseguimos ir a todos os lugares, porque recebemos centenas de mensagens e tínhamos apenas dois dias na cidade. Mas vamos citá-las neste post, para que vocês possam aproveitá-las.

Antes, porém, precisamos agradecer MUITO pela colaboração, companhia e carinho que nosso seguidores compartilharam durante essa viagem. Tudo foi ainda mais especial graças a vocês! Obrigada! 🙂

O que nós visitamos na cidade e recomendamos:

Dia 1 – Pelourinho
É o coração da cidade e da nossa história também, com seu casario colonial colorido, dos séculos 17 e 18, ruas de pedra, ateliês, igrejas e restaurantes. Ele foi declarado Patrimônio da Humanidade em 1985 e é um passeio imperdível, tanto para quem gosta de arte e arquitetura e quer conhecer um pouco mais do barroco português, quanto para quem quer apenas tirar belas fotos.

Pelourinho_Bahia

Fiquei muito bem impressionada pela limpeza e segurança do local, que contava com muitos policiais nas ruas no dia da nossa visita, um sábado. Porém, para evitar dor de cabeça, é recomendável que você não saia do circuito turístico, entre as igrejas e conventos do Carmo e São Francisco, Casa Azul e etc. Para ajudá-lo a saber por onde andar, nó fizemos um mapinha com as principais atrações e restaurantes, porém, você também pode pegar um de papel e receber informações confiáveis no posto da Bahiatursa, na rua das Laranjeiras.

A melhor forma de circular por essa região é andando, já que carros não podem passar na maioria das ruas. Você pode ir de táxi, por exemplo, até a parte baixa do Elevador Lacerda – que é obrigatório e custa apenas R$ 0,15 -, e começar o passeio lá, subindo para o Terreiro de Jesus. Mas antes, visite o Mercado Modelo e garanta lá suas lembrancinhas, além de lindas peças rendadas. Ah! E na saída superior do elevador há a sorveteria A Cubana, a nossa favorita, com diversos sabores de frutas regionais (R$ 9,50 duas bolas), como Umbu, Pitanga, Coco Verde…

sorveteria_acubana_salvador

De lá vale a pena passar em frente a Catedral Metropolitana de Salvador, que está em reforma, no Largo do Cruzeiro, onde aos finais de semana há apresentação de capoeira e seguir para a igreja que eu, particularmente, considero uma das mais bonitas e impressionantes do mundo – sim, do mundo!

A Igreja e Convento de São Francisco é deslumbrante, com seus altares feitos de madeira e ouro (mais de 800 quilos!), anjos barrocos e detalhes rococó. Sem falar nas pinturas feitas em mais de 50 mil azulejos, divididos em 37 painéis no claustro. Vale muito a pena separar uma horinha para apreciar com calma cada detalhe desta que é a principal construção barroca da Bahia. O ingresso custa R$ 5 e você pode tirar fotos de tudo, desde que sem flash – essa regra vale para a maioria de museus e igrejas.

Catedral Metropolitana de Salvador

De lá você pode seguir para a rua onde está a escola do Olodum e jovens ensaiam e muitas vezes se apresentam gratuitamente (você pode conferir a programação no site do projeto).

Outra atração que vale a visita é a Fundação Casa de Jorge Amando, popularmente conhecida como Casa Azul, no Largo do Pelourinho, que abriga alguns objetos pessoais de Jorge Amado, além de um café delicioso, batizado com o nome de sua esposa, a também escritora, Zélia Gattai.

Mas se você estiver com fome, o que aconselhamos mesmo é que se delicie com o bufê do Restaurante Escola do Senac, que fica a poucos passos dali. Por R$ 56 você pode comer a vontade 40 pratos típicos da culinária baiana, com ou sem Dendê. Guarde um espacinho para a sobremesa, que também está inclusa nesse valor e inclui diversos doces de compota, além de cocada, quindim, manjar…

Para queimar um pouquinho dessas calorias, você pode continuar andando rumo a Escadaria da Igreja do Passo, onde foi gravado o filme Pagador de Promessas e há um grafite lindo – aqui, vale um adendo, a street art em Salvador está incrivelmente interessante, com painéis coloridos por toda a cidade.

Escadaria da Igreja do Passo

Se você continuar subindo a Ladeira do Carmo, chagará até a Igreja e o Convento do Carmo, onde há um hotel super charmoso e confortável do grupo Pestana. Foi lá que eu fiquei hospedada, em um quarto bem amplo e confortável, e aproveite a piscina que fica aberta 24 horas. Se quiser só conhecê-lo, sem se hospedar, é possível fazer uma reserva no restaurante do hotel – recomendo especialmente o café da manhã aos domingos, que conta com vários pratos regionais, como carne de sol, banana da terra, cuscuz nordestino…

Falando em comida, na mesma rua do hotel está o café mais amado pelos seguidores do Passagens Imperdíveis, que tem uma vista deslumbrante para o mar e um deque concorrido para ver o pôr do sol: Cafelier. Anote aí, porque 9 entre 10 moradores locais indicam esse lugar 😉

Para o jantar, recomendamos a região da Marina, onde há restaurantes de culinária internacional, como o Lafayette, que serve excelentes peixes e risotos, o Soho, de comida japonesa, e o Amado, com uma vista maravilhosa.

senhor do bonfim_salvador


Dia 2 – Rio Vermelho, Bonfim e outros paraísos ;)



Acorde cedinho e vá ver a linda vista do Farol da Barra, onde está o Museu Náutico da Bahia (R$ 15), que conta um pouquinho sobre as primeiras embarcações que aqui chegaram e te dá acesso ao belíssimo terraço com vista para a praia, além do Farol – prepare-se para subir mais de 80 degraus em uma escada circular.

De lá você pode pegar um táxi até a Casa do Rio Vermelho (R$ 20), uma das atrações culturais mais bonitas e poéticas de Salvador. A casa de Jorge Amado e Zélia Gattai é um refúgio de passarinhos e boas histórias, o jardim é o meu local preferido, mas dá para ver vários cômodos, a máquina de escrever do escritor, além de lindas cartas de amor.

jorge amado_salvador

No Rio Vermelho há ainda dois dos acarajés mais famosos da cidade, da Dinha e da Regina, no Largo de Santana. Outras opções recomendadas para quem gosta do bolinho de feijão fradinho frito são: o acarajé da Cira, em Itapuã, e da Sônia, no Farol da Barra.

Mas eu acabei optando por seguir para o Paraíso Tropical, experimentar as famosas moquecas com frutas e lascas de coco verde. O restaurante é mais caro, porém, é maravilhoso – eu, que prefiro comida do sertão nordestino a do litoral, comi toda a moqueca individual de polvo, que estava macio e super saboroso. Outro destaque são os sucos das frutas do pomar, que você também pode visitar, só não se esqueça de passar repelente antes.

restaurante_paraiso_tropical_salvador

De lá fui para a Igreja do Bonfim, agradecer pelo banquete e amarrar minha fitinha com três nós no portão da igreja, fazendo meus três pedidos, claro, e tirando fotos clássicas na escadaria com o colorido das fitas atrás. Na igreja há ainda uma curiosa salinha de agradecimento por milagres, com velas em formatos diversos.

Ali perto está a famosa Sorveteria da Ribeira, onde a bola custa R$ 8 e há dezenas de sabores. Eu recomendo, particularmente, que você experimente os de frutas locais, que tendem a ser mais naturais e menos doces.

Para o entardecer, uma boa pedida é ir ao Museu de Arte Moderna da Bahia, onde há apresentação de jazz aos sábados, o Jam no MAM, que é um evento cheio de gente interessante. Ah! E a entrada é super em conta: R$ 8,00 (inteira) e R$ 4,00 (meia).

Museu de Arte Moderna da Bahia

Diquinhas para aproveitar melhor a cidade:

Uber é (bem) mais barato que táxi do aeroporto para o Pelourinho, por exemplo, a diferença pode ser até de R$ 100. Ao se cadastrar com o nosso código, v2sz9, você pode ganhar até R$ 20 de desconto e nós também 🙂

Eu não mergulhei no mar, porque tinha pouco tempo e queria aproveitar a parte cultural e gastronômica da cidade. Mas se você quiser ficar na praia, as mais indicadas são: Itapuã, Flamengo e Stella Maris, mais distantes do centro e com melhores condições de balneabilidade.

Tive sorte, visitei Salvador em abril e quase não tomei chuva, na verdade, peguei dias lindos de sol mas nesse mês e em junho costuma chover bastante.


Outras sugestões enviadas por nossos leitores:

Pôr do Sol na Ponta do Humaitá

Teatro Castro Alves

Terraço do Cinema Glauber Rocha

Restaurante A Casa Vidal

Restaurante Yemanjá

Restaurante Donana

Restaurante Egeu



Pousada Des Arts

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