O que fazer em Veneza: dicas práticas de quando ir, onde ficar, onde comer, o que visitar.

27-06-17 às 7:57 am Nenhum comentário

Por Patricia do Carmo Guedes e Jairo Santos de Jesus    –    Sabe aquele destino que, a princípio, não te chama a atenção? Foi assim que nos sentimos com relação a este que, hoje, é o lugar para o qual planejamos voltar assim que possível! O que fazer em Veneza? Vem! A gente te mostra!

Essa cidade que, ao final do século 16 era conhecida pela arte em geral, sobretudo pinturas e música, além de 12 mil prostitutas registradas, já passou por poucas e boas, dentre elas, uma enchente em Novembro de 1966 que, além de alagar 16 mil casas, destroçou 1200 anos de civilização.

No entanto, como dar a volta por cima sempre fez parte da rotina veneziana, aqui está ela: mais linda e imponente do que nunca.

Por meio deste post, compartilharemos as dicas do que fazer em Veneza, para que vocês entendam os motivos que nos levar a nos apaixonar por ela conhecida, por razões indiscutíveis, como a Cidade do Amor!

Dicas do que fazer em Veneza

Dicas do que fazer em Veneza

1) O que fazer em Veneza: Quando ir e Quanto tempo ficar. 

Quando ir

A época escolhida para a nossa viagem foi providencial: o mês de Maio, com suas temperaturas amenas, e chuvas praticamente inexistentes. Chegamos por Veneza, no dia 07/05/2017, e encontramos dias ensolarados, em sua totalidade.

Caso queira viver dias como os que nós vivemos, em matéria de clima, vá em Maio (Primavera), em Setembro (final do Verão) ou no início de Outubro (quando começa o Outono, e as árvores adquirem tons de terra, alternados com tons amarelados, reproduzindo um pouco dos cenários que estamos acostumados a ver nos filmes).

A escolha destes meses para viajar, implicará, por outro lado, na incidência de tarifas de alta temporada em sua hospedagem.

Mas, com um pouquinho de jogo de cintura e uma certa flexibilidade no orçamento – por exemplo, gastando mais em Veneza e economizando nos hoteis das outras paradas – dá pra ser feliz e aproveitar a cidade naqueles que, na nossa opinião, são os melhores meses para visitá-la!

“Vocês consideram o tempo de 03 dias, suficiente para conhecer Veneza?” 

Com relação ao tempo de permanência, por lá estivemos durante 3 (três) dias. Na nossa opinião, é o mínimo suficiente para conhecer um pouco mais sobre cidade, e ter a oportunidade de vivenciar, com mais calma, o dia a dia veneziano.

2) O que fazer em Veneza: Como sair do aeroporto Marco Polo em direção a Veneza – a Ilha. 

Veneza-Ilha e Veneza-Mestre

Inicialmente, é importante esclarecer que Veneza está dividida em duas partes: uma, a mais turística, que é a Veneza propriamente dita, a ilha; e a outra, que fica na parte continental, a Veneza-Mestre.

Ambas se conectam através da Ponte da Liberdade, também conhecida como “Ponte della Libertà”, e que representa a única via de acesso por automóvel, partindo de Veneza-Mestre rumo à Veneza-Ilha, e vice-versa.

Se o seu destino for a Veneza-Mestre

Se o seu destino for a Veneza-Mestre, chegando ao aeroporto Marco Polo, haverá a possibilidade de fazer uso de um “Shuttle” da empresa “Ativo”, e de lá se locomover, por transporte compartilhado, até a Ponte da Liberdade, ou até a estação de trem de Veneza-Mestre.

À época da nossa viagem – Maio/2017 – o valor do shuttle para Veneza-Mestre era de 8 euros, o trecho; ou 15 euros, ida e volta, com a possibilidade de deixar a data de volta em aberto.

Se o seu destino for a Veneza-Ilha

Mas se você, assim como nós, tem como destino final a Veneza-Ilha, a opção mais vantajosa será o “Transporti Via Acqua”, com placas indicativas espalhadas por todo o aeroporto:

Dicas do que fazer em Veneza: Do aeroporto Marco Polo até Veneza: como chegar

Do aeroporto Marco Polo até Veneza: como chegar

Seguindo as placas indicativas até o “Transporti Via Acqua”, depois de 10 minutos de caminhada em ritmo bem tranquilo, você avistará as possibilidades de transporte que te leverão até Veneza-Ilha.

O taxi particular para Veneza-Ilha

Como alternativa mais exclusiva, rápida e confortável, há o taxi aquático particular (também conhecido como “transporto privato”), que, por todos os atributos aqui relacionados (conforto, rapidez e exclusividade), tem um preço: em Maio/2017, algo equivalente a EUR 100 / EUR 130 por viagem, e é oferecido pelas mais diversas empresas, podendo ser contratado ali mesmo, na hora, nas plataformas específicas e sinalizadas para esta finalidade.

O transporte público para Veneza-Ilha – Vaporetto – Alilaguna

A alternativa por nós escolhida, no entanto, foi o transporte público – também conhecido como Vaporetto, operado pela empresa Alilaguna.

E, com as explicações contidas nos guichês, aliadas às informações que podem ser obtidas nas plataformas de embarque disponíveis, é fácil identificar qual a sua linha.

Em resumo, a divisão das linhas é feita da seguinte forma:

Linea Blu (A linha que fomos orientados a pegar, já que ficamos hospedados na região de San Marco):
Alilaguna - Linea Blu - Veneza

Alilaguna – Linea Blu – Veneza

 

Linea Arancio (A linha que pode ser utilizada para quem se hospeda na região de Rialto, por exemplo):
Alilaguna - Linea Arancio - Veneza

Alilaguna – Linea Arancio – Veneza

 

Linea Rossa (a linha que, hoje, sabemos que poderíamos ter pego, para uma viagem mais rápida até San Marco, e com menos paradas do que a Linea Blu):
Alilaguna - Linea Rossa - Veneza

Alilaguna – Linea Rossa – Veneza

 

Linea Verde (a linha que proporciona os passeios para Murano, Burano e Torcello); e que, muito provavelmente, não serão o seu primeiro destino ao deslocar-se até Veneza-Ilha, já que, nesse momento, tudo o que você quer é encontrar o seu hotel. 🙂

O custo do trecho de ida do aeroporto para Veneza-Ilha, no mês de Maio/2017, equivalia a EUR 15, e, o de ida e volta, EUR 27. Havia também os bilhetes para 72 horas de uso ilimitado (EUR 65), ou 24 horas de uso ilimitado (EUR 30).

Optando pelo transporte privado, o motorista do taxi aquático solicitará que você indique o local de destino, para que ele possa lhe deixar o mais próximo possível, a fim de que você caminhe por menos tempo arrastando suas malas pela cidade.

Mas, ao optar pelo transporte público – que foi o que nós fizemos – tenha em mente que você descerá nas estações pré-definidas do Vaporetto e, a partir daí, precisará caminhar – com mala e cuia – até o seu hotel.

O nosso hotel, felizmente, ficava a menos de 3 minutos de caminhada da Estação San Marco do Vaporetto da Alilaguna. #aleluia

3) O que fazer em Veneza: Como se locomover. 

Andar a pé ou de barco: estas são as únicas formas de circular por Veneza, composta, desde 1171, por 117 ilhas, e divida em seis bairros, também conhecidos como “Sestieri”: Cannaregio, Castello, San Marco, San Polo, Dorsoduro e Santa Croce.

Durante os dias em que estivemos por lá, caminhamos muito, muito mesmo! Era incrível a possibilidade de nos perder pelas ruas, becos e vielas de Veneza, e, surpreendentemente, nos encontrar, em meio à confusão da Piazza San Marco, ou em meio ao charme da ponte de Rialto.

Como dissemos em nosso post com as dicas gerais sobre a viagem para a Itália, ter um plano de dados em seu celular é essencial, principalmente para facilitar sua locomoção e localização durante essas caminhadas.

Com a internet em funcionamento e um mapa em seu celular, você se sentirá mais seguro e apto a se jogar nessa lindeza de cidade que é Veneza!

Veneza e seus “Sestieri”

Outra dica legal é que, por toda a cidade, você encontrará placas afixadas nos muros e paredes das construções que, além do nome do “Sestieri”, indicarão para qual direção estão os bairros de San Marco e Rialto.

Depois do primeiro dia na cidade, você já terá condições de ter uma melhor noção acerca das proximidades de sua hospedagem, e poderá, assim, se localizar com mais facilidade, tomando por base estes dois bairros, que são os principais de Veneza.

4) O que fazer em Veneza: Onde se hospedar. 

Agora que você já sabe tudo sobre os principais pontos do transporte público de Veneza-Ilha – o Vaporetto – bem como sobre se locomover feliz e contente pela cidade, vamos a uma dúvida super recorrente durante a nossa viagem pela Itália, e a nossa permanência em Veneza: “Onde se hospedar?”, “Quais os melhores bairros para ficar”, “Sugestões de Hoteis, com bom custo x benefício?”

Onde se hospedar em Veneza: os nossos parâmetros para escolha

Esta é uma questão bem particular né, pessoal. Tudo depende de qual é o seu orçamento, bem como do tempo disponível que você tem na cidade. Nós tínhamos pouco tempo – 3 dias – e buscávamos por uma localização beeeem privilegiada, que nos permitisse gastar pouco tempo de deslocamento e que, de preferência, nos proporcionasse conhecer tudo – ou quase tudo – à pé.

Hospedar-se em Veneza-Mestre. Vale a pena?

Há um tempo, se hospedar em Veneza-Mestre era mais em conta. Mas, atualmente, os preços de hospedagem são bem parecidos com os de Veneza-Ilha, e, em questão de facilidade de locomoção, a última opção – Veneza-Ilha – ganha, disparadamente! Portanto, para dar algumas sugestões de hospedagem, tomaremos por base apenas Veneza-Ilha, ok?

Como reservar hotel em Veneza?

É importante lembrar que, para reservar os nossos hoteis, fazemos uso dos serviços do Booking – CLIQUE AQUI PARA CONHECER E RESERVAR OS SEUS HOTEIS PARA QUALQUER DESTINO DO MUNDO; e, nos filtros avançados de tipo de hospedagem, selecionamos sempre: (i) os estabelecimentos com café da manhã, (ii) os mais bem avaliados por outros viajantes, bem como (iii) os classificados com boa ou excelente localização.

As nossas sugestões de hoteis em Veneza

Nessa mesma linha de pensamento – café da manhã incluído, localização privilegiada e boas avaliações – escolhemos aqui pra vocês, 06 (seis) opções de hoteis em que nos hospedaríamos, nas regiões com fácil acesso aos pontos de parada nas Linhas: “Linea Blu”, “Linea Rossa” e “Linea Arancio” do transporte público de Veneza, o Vaporetto da Alilaguna:

4.1) PIAZZA SAN MARCO: Hotel Dimora Marciana – onde nos hospedamos <3 – CLIQUE AQUI PARA ACESSAR A PÁGINA DE RESERVAS DESTE HOTEL NO BOOKING

  • Diárias a partir de EUR 140;
  • Localizado a 50m da Piazza San Marco;
  • WI-FI e Café da Manhã incluídos.

Gostou do Dimora Marciana, em Veneza? Faça já a sua reserva CLICANDO AQUI! 

Deste hotel, podemos falar com propriedade, já que foi lá a nossa “casa” veneziana entre os dias 07/05 e 10/05/2017. A princípio, ficamos assustados com a localização – o último prédio de uma viela – já que tínhamos acabado de chegar na cidade, e não fazíamos ideia de que nos apaixonaríamos por cada um daqueles becos que, a princípio, nos pareciam assustadores.

O Dimora Marciana fica na Calle Bognolo San Marco, e é o último prédio da rua, do lado esquerdo. Vejam e nos digam se, a princípio, a localização não parece assustadora? :O

O que fazer em Veneza - Hospedagem: Hotel Dimora Marciana, Veneza

Calle Bognolo San Marco

Depois que você passar por ela, podemos garantir: será amor à primeira vista e você passará a considerá-lo o beco mais charmoso da cidade, assim como foi pra gente!

Dimora Marciana: uma fofura de hotel!

O Dimora possui pouquíssimos quartos, com uma equipe maravilhosa, formada por colaboradores atenciosos, dentre eles a Elettra, uma italiana super querida, que está fazendo aulas de português, e adora conversar, explicando sobre a cidade, dando dicas de lugares e fazendo com que a gente se sinta, realmente, em casa!

É super bonitinho perceber a humildade de alguém que está aprendendo a falar a nossa língua, e, além disso, faz questão de ser gentil, prestativa, solícita e eficiente, seja falando em português, em inglês ou italiano! É um dos hoteis que mais gostamos de nos hospedar durante a viagem para a Itália, e durante a vida, inclusive!

A localização do Dimora Marciana:

A localização é privilegiada e, ao descermos do Vaporetto, na estação San Marco, caminhamos por cerca de 200 metros – 3 minutos – até alcançarmos o hotel. E, nos demais dias em que estivemos em Veneza, ficamos extremamente felizes e satisfeitos com o ponto de hospedagem escolhido. Não poderia ter sido melhor! Fazíamos TUDO a pé, absolutamente TUDO!

Os quartos são um show à parte, com a decoração veneziana-artística característica. Assim que entramos na nossa acomodação pela primeira vez, confirmamos o cuidado com o hóspede que já havíamos identificado na chegada.

Estava tudo cheiroso, limpo e arrumado; assim como as demais áreas comuns do hotel, que são poucas e pequenas – dado o número reduzido de quartos – mas extremamente bem cuidadas e aconchegantes.

Mais observações sobre o Dimora Marciana:

O WI-FI também é grátis, e funciona super bem! Há também, em cada quarto, um cofre para uso exclusivo do quarto, o que facilita demais o armazenamento seguro de dinheiro e passaporte original.

Hotel Dimora Marciana, Veneza

O que fazer em Veneza: dicas de onde se hospedar. Hotel Dimora Marciana.

O café da manhã estava incluído no valor da diária – em Maio/2017, valores a partir de EUR 150, dependendo da época do ano – e, durante todo o dia havia, à disposição de nós, hóspedes: água, chás diversos, além de café expresso e/ou capuccino. Bastava solicitar à Elettra ou ao George que preparassem, ali mesmo, na hora, quente e fresquinho!

Café da manhã do Hotel Dimora Marciana

O que fazer em Veneza – Dicas de onde ficar. Café da manhã do Hotel Dimora Marciana

O que fazer em Veneza - Serviços e Amenidades do Hotel Dimora Marciana

O que fazer em Veneza – Serviços e Amenidades do Hotel Dimora Marciana

Em Veneza, é comum encontrar hoteis que não apresentam estrutura de recepção 24 horas, o que era o caso do Dimora Marciana. No entanto, ao chegar, você recebe uma chave da porta principal, além de um número de telefone para ligar a qualquer horário, em caso de emergências.

Ponto de atenção: Cartões American Express

Atenção: este é um dos hoteis que não aceita cartões da bandeira American Express, apenas Visa ou Mastercard. E, depois de feita a reserva pelo Booking – não só para este hotel, mas para todos os outros – é importante ficar de olho no seu e-mail, e também na Central de Reservas em sua Área de Administração/Cliente, já que todo tipo de comunicação será feita nestes canais.

No nosso caso, foi enviado um comunicado por e-mail, por meio do qual fomos avisados acerca da impossibilidade de uso do AMEX, e da necessidade de substituir o cartão de crédito fornecido como meio de reserva do quarto através do Booking; sob pena de cancelamento do nosso pedido.

Gostou do Dimora Marciana, em Veneza? Faça já a sua reserva CLICANDO AQUI! 

4.2) PIAZZA SAN MARCO: Hotel Firenze – CLIQUE AQUI PARA ACESSAR A PÁGINA DE RESERVAS DESTE HOTEL NO BOOKING

  • Diárias a partir de EUR 120;
  • Localizado a poucos passos da Estação San Marco do Vaporetto (transporte público de Veneza);
  • WI-FI e Café da Manhã incluídos.

4.3) RIALTO: Hotel Rialto – CLIQUE AQUI PARA ACESSAR A PÁGINA DE RESERVAS DESTE HOTEL NO BOOKING

  • Diárias a partir de EUR 100;
  • Localizado a poucos metros da Estação Rialto do Vaporetto (transporte público de Veneza);
  • WI-FI e Café da Manhã incluídos.

4.4) RIALTO: Hotel Ca’Leon D’Oro – CLIQUE AQUI PARA ACESSAR A PÁGINA DE RESERVAS DESTE HOTEL NO BOOKING

  • Diárias a partir de EUR 70;
  • Localizado a poucos metros da Ponte Rialto e da Piazza San Marco;
  • WI-FI e Café da Manhã incluídos.

4.5) S. ZACCARIA – “Sestieri Castello”: Hotel Paganelli – CLIQUE AQUI PARA ACESSAR A PÁGINA DE RESERVAS DESTE HOTEL NO BOOKING

  • Diárias a partir de EUR 90;
  • Localização excelente: há poucos metros da Piazza San Marco, com uma estação de Vaporetto em frente ao hotel, mais especificamente a Estação San Zaccaria;
  • WI-FI e Café da Manhã incluídos.

4.6) CANNAREGIO: B&B Al Pozzo di Luce – CLIQUE AQUI PARA ACESSAR A PÁGINA DE RESERVAS DESTE HOTEL NO BOOKING

  • Diárias a partir de EUR 90;
  • Localizado a poucos metros da Estação de Vaporetto F.te Nove, em uma área menos “turistona”, e, apesar de não tão próximo à Piazza San Marco, alcança-se facilmente a região de San Marco/Rialto, depois de caminhada tranquila de 10/15 minutos. Uma excelente opção para quem não faz questão de ficar no vuco-vuco da região mais movimentada, turisticamente falando, da Veneza-Ilha;
  • WI-FI e Café da Manhã incluídos.
  • Acomodação não aceita crianças.

5) O que fazer em Veneza: Onde comer. 

As nossas indicações

Infelizmente, não fizemos tantas refeições quanto gostaríamos em Veneza. Mas, dos lugares que tivemos a oportunidade de conhecer/frequentar, compartilharemos com vocês, agora, as informações, para que tenham o prazer de conhecer/provar um pouco do que comemos de gostoso por lá! 🙂

5.1) Rossopomodoro Venezia

  • Não recebemos nenhuma indicação. O que nos atraiu e nos chamou a entrar, foi a grande movimentação do restaurante/pizzaria, lotado, e com muitos italianos frequentando;
  • Chopp italiano “Nastro Azzurro” de 400 ml, a partir de EUR 4;
  • Pizzas “individuais” a partir de EUR 7, mas que podem servir, com tranquilidade, a duas pessoas com apetite moderado;
  • Opções de pizzas com massa integral, bem como vegetarianas;
  • Valor total da conta, para duas pessoas (02 pizzas + 02 cervejas): EUR 34 + taxa de serviço opcional, como explicamos em nosso post com dicas gerais sobre a Itália.
  • Opção testada e aprovadíssima!
Rossopomodoro Pizza

O que fazer em Veneza: Dicas de onde comer: Rossopomodoro Pizza

5.2) Pizza Bella&Brava Venezia

  • Outro restaurante que nos chamou a atenção quando passamos em frente a ele, principalmente pelo forte apelo para a alimentação saudável, inclusive – e principalmente – para veganos e vegetarianos;
  • Utilização de ingredientes frescos, sem conservantes, além de exercício do estilo vegano de viver, evitando qualquer tipo de agressão ao meio ambiente;
  • Fonte de água pura ionizada no interior do restaurante, com qualidade controlada por mecanismos super modernos de controle alcalinidade;
  • Pizza vegana individual com água ionizada grátis: EUR 4.90 (valor total da conta).
  • Opção testada e aprovadíssima!
Pizza Bella&Brava Veneza

O que fazer em Veneza: dicas de onde comer: Pizza Bella&Brava

5.3) Supermercado Despar Nordest 

  • Uma opção para quem deseja economizar em suas refeições, é conhecer e aproveitar os supermercados locais para comprar lanchinhos, bebidas, e, por que não, comida para preparo das refeições, caso o tipo de acomodação escolhida possibilite esse tipo de interação.
  • Um dos supermercados que conhecemos durante a nossa estadia em Veneza foi o Despar Nordest, bem próximo à Ponte Rialto. Os preços dos vinhos eram assustadoramente baratos (EUR 3.59, EUR 4.99, EUR 6.99, EUR 9.90, etc.). Chegamos a encontrar, por EUR 20, um Brunello di Montalcino do ano de 2011, da Região da Toscana, que, no Brasil, não é encontrado por menos de R$ 200,00.
  • Além disso, garrafas de Prosecco por EUR 2, além da famosa e tão querida bebida Bellini, por menos de EUR 7, que, aqui no Brasil, não se encontra por menos de R$ 100,00.
  • Nós, particularmente, amamos perambular por supermercados quando estamos viajando, nem que seja por curiosidade, para dar uma espiada nos preços e, quem sabe, encontrar uma boa oportunidade de compra, seja para consumir durante a viagem, seja para trazer para o Brasil.
  • Supermercados durante a viagem: opção testada e aprovada!
O que fazer em Veneza: supermercados locais

O que fazer em Veneza: supermercados locais

5.4) Wine Bar TEAMO 

  • Um lugarzinho simples, despretensioso, para tomar um vinho em um dia de almoço tardio, em que ninguém estava com fome no horário do jantar. Foi assim que conhecemos o Wine Bar TEAMO, passando por ele em San Marco, Veneza.
  • Assim como acontece em outros bares da Itália, caso a sua pretensão seja apenas beber, no balcão, avise o garçom! O preço da bebida para este tipo de atendimento é mais barato, do que a bebida servida na mesa, para os clientes que desejam, além de beber, comer. A diferença no preço da taça para quem bebe de pé ou sentado é de aproximadamente EUR 1, considerando o valor de uma taça.
  • Enquanto o valor da taça (ou bicchieri) para quem bebe de pé é EUR 3.50, o valor para quem bebe sentado é equivalente a EUR 4.50. A carta de vinhos é super completa, apesar de restrita aos rótulos italianos, com muitas opções diferentes da bebida, das mais diversas uvas.
  • Além das opções de vinho por taça, há também os vinhos em garrafa, com preços justos para um restaurante, em média EUR 28, a garrafa de vinho.
  • Chegamos ao TEAMO sem a pretensão de beber. Porém, depois de algumas garrafas de vinho e bastante conversa boa, decidimos pedir alguns pratos de massa para provar. E, tamanha foi a nossa surpresa quando pudemos, naquela ocasião, experimentar algumas das melhores massas da nossa vida! Um prato de massa, individual, sai por EUR 8, e é super bem servido!
  • Portanto, anotem a dica! Mais um lugarzinho descoberto sem querer, e que foi pra lista dos lugares do coração na Itália e no mundo! <3
O que fazer em Veneza: onde comer: Wine Bar TEAMO

O que fazer em Veneza: onde comer: Wine Bar TEAMO

5.5) Padaria Farini 

  • O segredo de descobrir é Veneza é um só: se perder pelos becos e vielas, e se deixar surpreender por lugares que te atraem de alguma maneira: seja pela simplicidade, seja pela proposta, seja pela decoração do lugar, ou, ainda melhor, pela cara boa das comidas.
  • Com a Padaria Farini foi assim. Passamos em frente, sentimos um cheiro MARAVILHOSO de pãozinho fresco, e decidimos entrar. UAU! Mais uma grata surpresa, mais um delicioso lugar para se comer! Você pode optar por fazer seu lanche/refeição no salão da padaria, com estrutura de mesas altas e banquetas; ou então, levar para viagem.
  • Há pães que custam entre EUR 0,30 e EUR 5; vários tipos de cafés (desde EUR 1.30 a EUR 2); além de taças de vinho (desde EUR 3.50 a EUR 4); pães doces e sobremesas (desde EUR 1.70 a EUR 4); pedaços de pizza (EUR 3.80) e foccacias diversas (desde EUR 2.50 a EUR 5.50).
  • Opção testada e aprovadíssima!
O que fazer em Veneza: o que comer - Padaria Farini

O que fazer em Veneza: o que comer – Padaria Farini

O que fazer em Veneza: o que comer - Padaria Farini

O que fazer em Veneza: o que comer – Padaria Farini

O que fazer em Veneza: o que comer - Padaria Farini

O que fazer em Veneza: o que comer – Padaria Farini

5.6) Dal Moro’s Fresh Pasta To Go

Os dias que passamos em Veneza foram super movimentados, corridos mesmo!

Estávamos tão encantados, tão abobalhados, que queríamos aproveitar cada minuto de caminhada pelos becos e vielas da Cidade do Amor.

Durante as nossas andanças por lá, recebemos muitas dicas de vocês, dentre elas, o Dal Moro’s Fresh Pasta To Go.

As indicações foram muito numerosas e, em todas elas, falava-se muito bem deste que é um restaurante que, como o próprio nome diz, prepara massas e as coloca em caixinhas para viagem, “to go”.

Passando em frente a ele, no nosso segundo dia na cidade, não conseguimos entrar. A fila estava imensa, e nós estávamos com horário marcado em outra atração. Mas foi algo que, realmente, lamentamos por não termos conseguido ir!

Pelo que pudemos confirmar, as massas, além de super bem feitas, tinham preços justos (EUR 5 a 7).

Portanto, se você vai a Veneza, aproveite a dica imperdível dos leitores do PI: boa, bonita e barata!

Dal Moro's Fresh Pasta To Go

O que fazer em Veneza: Onde comer: Dal Moro’s Fresh Pasta To Go

A nossa contra-indicação

Restaurante Il Ridotto

Como vocês sabem, aqui no PI prezamos muito pelo compartilhamento com vocês, da VIAGEM REAL. A viagem real, assim como a vida real, é cheia de altos e baixos; de erros e acertos.

E na nossa passagem por Veneza, o Restaurante Il Ridotto foi uma escolha não tão acertada, como explicaremos a seguir.

Não é segredo pra ninguém que nós adoramos comer. E, como bons de garfo que somos, a culinária dos lugares que visitamos, é sempre motivo de muita expectativa.

Breves explicações sobre o Guia Michelin e suas indicações de restaurantes

Um parâmetro que costumamos observar, para eleger um restaurante em algum dos destinos que vamos visitar, é o Guia Michelin.

E o que é este guia, afinal?

O Guia Michelin é, na atualidade, a Bíblia da gastronomia mundial.

Publicado pela primeira vez em 1900 pela empresa Francesa de mesmo nome – Michelin; tinha a finalidade de promover o transporte rodoviário que, na época, era pouco incentivado, com menos de três mil veículos em circulação nas estradas francesas.

A fabricante de pneus pretendia, com sua ação de marketing, incentivar as pessoas a rodarem mais em seus veículos e, consequentemente, fazê-las trocar seus pneus com frequência, aumentando, assim, as vendas da “patrocinadora” do guia.

E o guia vermelho, com 400 páginas e inúmeras dicas de onde comer e dormir passou a ser publicado anualmente a partir de então, vindo a abrir, nos anos 20, espaço para a classificação de restaurantes, com base em um método de seleção homogêneo, realizado pelos chamados “Inspetores do Guia Michelin”.

Em quais países o Guia está presente?

Atualmente, a seleção Michelin é composta por 29 guias, que cobrem 28 países em 4 continentes, e reúnem mais de 45 mil estabelecimentos no mundo. A primeira edição do Guia Michelin Itália foi publicada em 1956; tendo sido o Guia Michelin da Itália – 2017, atualizado e publicado no dia 15/11/2016.

Como é feita a classificação de um restaurante pelo Guia Michelin?

A classificação dos restaurantes é feita através de um método próprio, composto por uma linguagem universal de símbolos, sendo o principal deles, a “estrela”, tão cobiçada pelos chefs de cozinha espalhados pelo mundo todo.

Os chamados “Inspetores do Guia Michelin”, funcionários da empresa e formados em escolas de hotelaria, chegam anonimamente aos restaurantes e avaliam, além do ambiente, cada prato.

São levados em consideração os seguintes critérios: (i) a qualidade dos produtos utilizados; (ii) a personalidade da cozinha; (iii) a técnica de cozimento / harmonização de sabores; (iv) a relação preço x qualidade; e (v) a regularidade.

O que define o número de estrelas que é atribuído a determinado restaurante?

O Guia Michelin atribui estrelas a determinados restaurantes espalhados pelo mundo, sendo que, de acordo com a classificação, sobre os restaurantes recaem as seguintes características:

1* – Uma cozinha requintada. Vale conhecer!

2* – Uma cozinha excelente. Vale o desvio!

3* – Uma cozinha excepcional. Vale a viagem!

Classificação de Estrelas - Guia Michelin

Classificação de Estrelas – Guia Michelin

O Guia Michelin já chegou ao Brasil?

No ano de 2015, o Brasil passou a fazer parte do circuito abrangido pelo Guia Michelin. Mas, por enquanto, fazem parte da avaliação, apenas restaurantes de São Paulo e do Rio de Janeiro.

E, como restaurante mais bem avaliado pelo Guia Michelin – com duas estrelas atribuídas no momento – está o D.O.M do Chef Alex Atala.

Se quiser saber mais sobre os restaurantes estrelados pelo Guia, assista ao documentário do Netflix: o Chef’s Table. Para quem gosta de comer e tem interesse pelo universo da Gastronomia, #ficadica !

E onde entra o Restaurante de Veneza – Il Ridotto – nessa brincadeira toda?

O restaurante Il Ridotto, localizado no “Sestieri” Castello em Veneza, está no Guia Michelin, classificado como restaurante de 1*, ou seja, como um estabelecimento com cozinha requintada, valendo a pena conhecer, de acordo com os parâmetros da bíblia gastronômica.

A nossa visita ao restaurante Il Ridotto e as nossas impressões sobre o estabelecimento e a experiência

Muito empolgados com a possibilidade de conhecer o nosso primeiro restaurante “bacanudo” na Itália, fizemos a reserva por e-mail, com quase 1 mês de antecedência, ficando definido que no dia 09/05/2017, teríamos a nossa mesa reservada para o almoço no Il Ridotto.

O ambiente do restaurante era legal. As comidas, muito bonitas e bem apresentadas, de fato, uma cozinha aparentemente requintada. Mas o sabor dos pratos, ah, o sabor…Esse deixou a desejar!

Além disso, o atendimento também não foi dos melhores. A sensação que nos dava, era de que as pessoas ali estavam atendendo por obrigação.

A nossa visita ao restaurante Il Ridotto: a conta

Com relação aos preços: 3 opções para o almoço: Um menu de EUR 28 (3 tapas + Prato de Dia de Peixe ou Carne Vermelha) ou 2 outros menus de EUR 85 cada: “Menù di Mare” ou “Menù di Terra e di Mare”.

A carta de bebidas era razoável, porém, com preços elevados de vinho.

E, por fim, ao término da refeição, estávamos lá. Um olhando para a cara do outro, com a sensação de insatisfação falando mais alto, e uma conta que, com duas garrafas de vinho para 4 pessoas, foi equivalente a EUR 150 por cabeça.

A nossa opinião sincera? Não achamos que valeu a pena.

Restaurante caro, com atendimento mediano e preços exorbitantes para o que ofereceu. Apesar de achar que todo mundo merece uma segunda chance, não voltaríamos, já que não moramos em Veneza, e, se tivermos a oportunidade de pra este destino retornar, preferiremos experimentar outras opções.

6) O que fazer em Veneza: Principais atrações e dicas de como aproveitar melhor o seu tempo e o seu dinheiro 

Para facilitar o seu passeio, listaremos abaixo as atrações pelas quais passamos nestes 3 dias em que estivemos por lá e que, na nossa opinião, são imperdíveis.

Além dos pontos de interesse sobre os quais falaremos aqui, é importante deixar claro o seguinte: Veneza vai muito além disso. Não são os monumentos e atividades “obrigatórias” que fazem da cidade um dos lugares mais legais que já visitamos.

Pelo contrário! É o que se permite descobrir ali, na hora. Por isso é tão importante caminhar, se perder, e se achar pelos seus becos e vielas.

Nada deve ser obrigatório, pessoal. Você deve, simplesmente, seguir o que o seu coração de viajante te manda fazer. O nosso coração de viajante, por exemplo, não nos fez sentir a mínima vontade de andar de gôndola. Não andamos. Simples assim.

Há várias formas de se viver uma experiência. E, pra nós, a experiência da gôndola foi vivenciada sob um outro olhar quando, sem pressa, nos debruçávamos nos parapeitos das pequenas pontes dos becos, e víamos os gondoleiros passarem, cantando músicas tradicionais italianas, embalando o romance dos casais apaixonados que, naquele momento, estavam do jeito que queriam estar: na gôndola, ou fora dela.

Gôndolas em Veneza

Gôndolas em Veneza

Abaixo de cada uma das indicações, dicas práticas para que você possa aproveitar melhor o seu tempo e o seu dinheiro.

6.1) Piazza San Marco: Basílica de San Marco

  • Levou quase 800 anos para ficar pronta. Dentro dela, está o corpo de São Marcos, trazido do Egito em 828, por comerciantes venezianos em um barril de toucinho para despistar as autoridades alfandegárias muçulmanas.
  • Proibido tirar fotos/filmar dentro da Basílica.
  • Segunda a sábado: 09h30 às 17h (último acesso às 16h45)
  • Domingo: 14h às 16h (último acesso às 15h45)
  • Entrada GRATUITA. Porém, com filas bem grandes, e que começam a se formar na porta da igreja muito antes do horário de sua abertura.
  • DICA IMPERDÍVEL: Quer furar a fila da Basílica de San Marco? CLIQUE AQUI – Pagando EUR 2 a mais, você ganha o direito de entrar pelo portal central, sem qualquer tipo de espera. O bilhete denominado “Skip the Line” é vendido com antecedência e hora marcada.
Basílica de San Marco - Veneza

Basílica de San Marco – Veneza

Piazza San Marco - Veneza

Piazza San Marco – Veneza

6.2) Piazza San Marco: Campanile – Torre da Basílica de San Marco

  • Torre da Basílica de San Marco, com 99m de altura. Construída originalmente em 888, e reconstruída duas vezes desde então. Foi nela que Galileu Galilei testou seu telescópio, em 1609.
  • Horário: 08h30 às 20h45
  • Entrada: EUR 8 (inteira); EUR 4 (de 6 a 8 anos de idade); GRÁTIS (crianças de 0 a 5 anos)
  • Há também a opção de adquirir o “Fura Filas” ou “Skip the Line” que, aqui, custa EUR 11.
  • Chegamos cedo, por volta de 08h30, e não havia fila nenhuma. Por isso, nem precisamos adquirir o “Skip the Line”
  • A subida é feita de elevador.
  • A vista da Torre é LINDA! E há disponibilidade de Audioguia em Português, para que você veja, lá de cima, grande parte das construções e monumentos da cidade, e entenda o que cada um representa. (2 audioguias por EUR 5).
Campanile - Vista da Torre da Basílica de San Marco

Campanile – Vista da Torre da Basílica de San Marco

Campanile - Vista da Torre da Basílica de San Marco

Campanile – Vista da Torre da Basílica de San Marco

6.3) Palazzo Ducale

  • Sede do Governo de Veneza por quase 7 séculos, tendo sido praticamente destruído por um incêndio em 1577.
  • Horário: 08h30 às 19h (último acesso às 18h) – Às sextas e sábados, o Palácio fica aberto até às 23h (último acesso às 22h)
  • Entrada: EUR 20 (inteira); EUR 13 (meia, de acordo com as liberalidades legais)
  • Para comprar o ingresso com antecedência: CLIQUE AQUI

6.4) Gallerie dell’Academia

  • Galeria que, em 1807, foi escolhida por Napoleão Bonaparte para instalação de sua coleção de trofeus artísticos
  • Entrada: EUR 12 (inteira); EUR 6 (meia, de acordo com as liberalidades legais)

6.5) Basilica di Santa Maria della Salute

  • Foi financiada pelos sobreviventes da Peste Negra em Veneza, em agradecimento pela salvação; e, até hoje, a igreja é procurada por fieis que buscam a cura física, que buscam a saúde.
Basilica de Santa Maria Della Salute

Basilica de Santa Maria Della Salute

6.6) Ponte Rialto

  • Um dos símbolos da cidade, famosa por estar bem no centro do “Grand Canal”, e por ter várias lojas em sua extensão.
  • É um lugar para chegar e ficar por um tempo, sem pressa, observando o vai e vem dos barcos, gôndolas, vaporettos, ambulâncias aquáticas (sim!)…
Ponte Rialto

Ponte Rialto

6.7) Bares e restaurantes de Veneza

Caminhar sem rumo, sem hora pra voltar. Essa é a ideia de Veneza, o que torna a cidade interessante, intrigante.

É tradição na cidade o tal do “cicheti”, que nada mais é do o tira-gosto veneziano, com canapés no estilo “tapas”.

Geralmente servidos no horário do nosso happy hour, entre 18h e 20h, os “cicheti” variam desde petiscos básicos, de EUR 1 a EUR 3; até pequenas porções mais elaboradas e criativas, com valores a partir de EUR 5, inclusive com camarão, embutidos locais e muito tomate e ervas frescas.

Acompanhados pelo tradicional drink da cidade, o “spritz” – preparado com Aperol ou Campari – ou pelo vinho da casa, os “cicheti” fazem parte da rotina veneziana, e poderão, da mesma forma, garantir a alegria do seu início de noite, com comida saborosa e bebida boa.

6.8) As ilhas próximas a Veneza: Murano e Burano

Usando o Vaporetto, fomos a Murano e Burano. Compramos o bilhete de 24 horas, que nos custou EUR 20 por pessoa, e nos permitia sassaricar por onde quiséssemos, dentro do período de 1 dia.

Murano

A produção de vidros é tradição em Veneza desde o século 10, mas, devido ao risco de incêndios, a produção foi transferida para a Ilha de Murano no século 13.

Como deixamos para fazer o passeio mais no final do dia, acabamos não vendo de perto as fábricas de vidros em produção. Mas, o que pudemos perceber, sem muito esforço, é que as peças vendidas em Murano eram mais caras do que os mesmos produtos vendidos em Veneza.

Se voltaríamos a Murano? Não. É um lugar para ir uma vez, para conhecer. E, de preferência, chegando cedo, para conseguir acompanhar a movimentação da produção dos vidros – que é o que move a Ilha.

Vidros de Murano

Vidros de Murano

Burano

Essa sim é fofa. Burano conquistou nosso coração, apesar de simples. É  conhecida pelas rendas feitas à mão, que já decoraram os decotes da “high society” da aristocracia europeia.

As casinhas coloridas, as paredes pintadas e decoradas com frases de impacto, nos fizeram sentir que esse foi um passeio que valeu a pena. Não pelos lenços maravilhosos que compramos por lá (Sim! Lindos, e por EUR 5 cada um); mas pelo clima, pela vibração do lugar, sabem?

Parede em Burano

Frase em parede de Burano

Chegamos no início da tarde, com um solzinho tímido e luminosidade perfeita. E fomos embora algumas horas depois, com a memória afetiva bem colorida, além de fotos e lembranças boas sobre um passeio despretensioso.

Se vale a pena? Vale! Se voltaríamos? Talvez. Se estivéssemos novamente nesta rota, e com o tempo mais folgado, voltaríamos para reviver o sentimento que nos inundou ao chegarmos neste corredor aqui da foto.

Burano, Veneto

Burano, Veneto

7) O que fazer em Veneza: Curiosidades 

Durante a nossa passagem por Veneza, notamos e anotamos algumas coisas que gostaríamos de compartilhar com vocês.

O mau-cheiro de Veneza

Durante a nossa passagem por Veneza, não sentimos nenhum tipo de mal-cheiro. Nada. Nem o mínimo sinal.

E, isso aconteceu porque a época da nossa visita não coincidiu com o verão.

No verão, com a baixa da maré, as algas ficam mais expostas com o ambiente. E, assim, ocorre a putrefação, fazendo com que exista a POSSIBILIDADE – mas não obrigatoriedade – de cheiro mais forte em alguns pontos da Ilha, e não necessariamente o mau-cheiro.

O número de habitantes de Veneza

Atualmente, são menos de 60.000 os habitantes de Veneza. E, anualmente, estima-se que cerca de 2.000 pessoas deixem a Ilha para viver em outro local.

Se a estimativa se mantiver, é provável que, em 2030, a Ilha seja tomada por turistas, sem registros de moradores locais.

Os motivos são, principalmente, os altos custos de se viver em um local como esse, além da especulação imobiliária, pela pouca disponibilidade, e alta incidência de impostos.

A época da “Acqua Alta”

Excepcionalmente, a maré alta invade a cidade. Para os habitantes locais, é algo tido como corriqueiro. Ter que andar com água até os joelhos pode acontecer, principalmente nos meses de Novembro e Dezembro.

Todavia, é um evento que costuma durar apenas algumas horas, e não representam um incômodo muito grande para os moradores que, com suas botas de borracha, continuam a realização das atividades corriqueiras ou, quando muito, aguardam a maré baixar.

Os turistas em Veneza e os rumores de desaparecimento da Ilha

Estima-se que Veneza receba, diariamente, uma média de 60 mil visitantes. Há uma grande preocupação por parte da população local, no sentido de que o turismo sustentável seja incentivado, para manutenção da ordem na Ilha.

Quanto aos rumores de desaparecimento, estima-se que a Ilha perca um milímetro por ano pelo cedimento do solo e o aumento do nível do mar. Mas, o que se sabe, é que há métodos para coibir o acontecimento. Métodos caros, morosos e trabalhosos, mas existem.

Portanto, sem sensacionalismo: Veneza só vai “acabar” se não forem adotadas as precauções e providências com relação à sua estrutura.

E, a bem da verdade, por falta de cuidado e precaução, todos nós estamos fadados ao desaparecimento né, pessoal?

Consciência e bom senso é o mínimo que se espera da população mundial.

A segurança em Veneza

Durante as nossas caminhadas noturnas por Veneza, vocês nos questionaram: “sendo uma cidade de becos e vielas, como é andar por Veneza durante a noite/madrugada?”.

A resposta é uma só: nunca nos sentimos tão seguros! É muito tranquilo, pessoal! A sensação é a de que a cidade está ali, toda ao seu dispor. É algo inexplicável. Mas seja lá qual for o seu tipo de viagem: sozinho(a) ou acompanhado(a), ande tranquilamente por Veneza!

Veneza tem muitos bichos? Baratas? Ratos?

Durante a nossa estadia em Veneza, não vimos um bichinho sequer. Nem ratos, nem baratas, nada!

8) O que fazer em Veneza: Conclusões e Considerações Finais

Tá aí o resumo das nossas impressões e dicas sobre o que fazer em Veneza, um destino lindo e ALTAMENTE RECOMENDADO!

Perca-se sem medo por esta cidade que é, sim, um grande labirinto. E depois de se perder, se encontre, deixando-se surpreender por cada um dos cantinhos da Ilha que, de previsível e artificial, não tem nada!

Como dissemos, o grande “x” da questão é caminhar, sem rumo, e se deixar levar pela beleza das ruas, com suas construções, flores, cores e sabores!

Veneza, Vêneto, Itália

Veneza, Vêneto, Itália

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